André de Paula é contra aumento abusivo
09/03/2009, 15:42
Filed under: Notícias | Tags:

Sem verba, mas com aumento

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Segunda-feira, 09 de março de 2009
Folha de Peranmbuco/ Política
Repórter: Paulo Marinho/Agência Nordeste
Foto: Cristiana Dias

Ganha corpo proposta que incorpora benefício a salário de parlamentar: ANDRÉ de Paula considera ideia absurda e defende verba indenizatória.
Oficialmente, eles trabalham de segunda até sexta-feira. Recebem um valor mensal de R$ 16,5 mil para desenvolver suas atividades neste período. Mas, por conta de despesas pessoais, a exemplo dos gastos com combustível e manutenção de veículo, aluguel de escritório, serviço de divulgação, material de expediente e impressão de material gráfico, os parlamentares brasileiros têm direito a receber uma reposição financeira “extra” de R$ 15 mil, que é a verba indenizatória, ou simplesmente a chamada verba de gabinete. Só que esse dinheiro tem causado dores de cabeça astronômicas para vereadores, deputados e senadores graças às irregularidades que vêm ocorrendo em relação ao seu uso. Agora, ganha coro no Congresso Nacional a opinião de que esse benefício deve ser extinto. Uma proposta para dar fim a um ressarcimento “bem-vindo” como este encontraria resistências das mais diversas no Parlamento. Para tanto, haveria uma compensação: os legisladores teriam um acréscimo considerável de R$ 8 mil nos seus salários. No total, passariam a receber R$ 24,5 mil, equiparando a remuneração a dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Basta dizer que seriam necessários 52 salários mínimos (hoje, corresponde a R$ 465) para chegar nesse montante. Apesar de toda a repercussão negativa perante a sociedade civil organizada, parlamentares de “peso” no Congresso Nacional estão dispostos a encampar a luta pela incorporação das verbas de gabinete aos salários. No mês passado, o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-MA), defendeu exatamente essa ideia de agregar esses valores baseado num projeto do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). Na Câmara Federal, o líder do PSDB, José Aníbal (SP), também se posicionou favorável nesse aspecto. Todos eles, no entanto, dizem que esse é um ponto que caberá a todos os deputados e senadores – principalmente, as mesas diretoras das duas casas – analisar e acatar. É justamente na Câmara dos Deputados – que é a maior casa legislativa, com 513 deputados – que a resistência à medida encontra sua maior força. O líder da minoria pelos oposicionistas, André de Paula (DEM), afirmou que a população deve prestar atenção naqueles que sugerem a proposta, porque essa seria uma forma de se aproveitar do dinheiro disponível para gastos com o mandato. “Não há o menor clima para isso. É uma tese absurda. Pode anotar: não há a menor possibilidade desse aumento passar”, disparou, incisivo. André de Paula argumentou que o auxílio é fundamental para que ele e outros colegas consigam tocar as atividades do exercício parlamentar fora do plenário.

ANDRÉ de Paula considera ideia absurda e defende verba indenizatória.

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